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Quarta-Feira, 07 de Maio de 2014, 13h:18 | Atualizado:

Audiência pode pôr fim à greve dos funcionários da CAB em Cuiabá

Trabalhadores da concessionária dos serviços públicos de água e esgoto da capital, a CAB Cuiabá, devem participar nesta quarta-feira (7), às 14h, no Ministério Público do Trabalho (MPT) de uma audiência de mediação para entrar em conciliação referente ao movimento grevista que teve início na última sexta-feira (2).

O Sindicato dos Trabalhadores de Água, Esgoto e Saneamento Ambiental de Cuiabá (Sintaesa) cobra reajuste salarial de 8%, além dos 6% de perdas inflacionárias. A proposta da CAB deverá ser apresentada durante a audiência. Porém, segundo a assessoria da concessionária, a reivindicação do Sintaesa está além da realidade praticada no país. "A paralisação das atividades foi uma medida extrema adotada pela assembleia/sindicato, sem aguardar uma definição ou interrupção negocial de ambas as partes, o que não ocorreu em ambas as situações", diz a empresa, em trecho da nota.

O sindicato alega que o reajuste não é dado há dois anos, sendo aplicado somente o da inflação, não trazendo ganho real. Outra reivindicação da categoria é a aprovação de um piso salarial de R$ 1.019. O atual é de R$ 834. Na segunda-feira (5), a CAB ofereceu piso de R$ 900, mas a proposta foi recusada pelos grevistas.

Conforme o presidente da entidade, Ideueno Fernandes, a proposta não foi aceita porque a classe achou que a proposta não contemplaria a reivindicação.  “Propusemos que o reajuste fosse escalonado, ou que o aumento fosse maior para aquelas pessoas que ganham menos e menor para quem ganha mais, mas não chegamos a um consenso com a concessionária", disse.

O sindicalista disse ainda que a CAB ofereceu melhoria no vale-alimentação. "Mas, recusamos. No caso do vale alimentação, passaria de R$ 130 para R$ 150. Achamos o valor muito baixo", afirmou.

Decisão judicial

Conforme a decisão do desembargador Edson Bueno, que atendeu parcialmente a ação da CAB contra o sindicato, os funcionários devem manter 50% dos trabalhadores nos departamentos de reservatórios/boosters e estação elevatória, onde ficam os equipamentos que precisam ser ligados para evitar que falte água aos consumidores.

Esse percentual também deve ser cumprido nas Estações de Tratamento de Água (ETA) dos bairros Porto,Tijucal e a Central, e no Centro de Controle Operacional. Em outros setores, como os de atendimento, deverão ser mantidos 30% do efetivo de funcionários.

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