03 de Abril de 2020,

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Terça-Feira, 18 de Fevereiro de 2020, 18h:43 | Atualizado:

Estudantes de medicina veterinária protestam contra falta de segurança em hospital da UFMT

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Estudantes de medicina veterinária da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) protestaram, na tarde desta terça-feira (18), contra a falta de segurança no local, que já resultou em pelo menos duas invasões no hospital veterinário em 48 horas.

A reitora da UFMT, professora Myrian Serra, explicou que a segurança da universidade foi prejudicada devido à diminuição do repasse de recursos por parte do governo federal.

Por meio de nota, a assessoria da UFMT diz que desde 2019, a instituição realiza a adequação de seu processo de segurança que, junto com a vigilância patrimonial, objetiva aumentar a segurança dos frequentadores do Campus de Cuiabá e coibir os danos em seus prédios, como o ocorrido no Hospital Veterinário (Hovet).

"A manifestação da comunidade acadêmica sobre o tema é legítima e é a preocupação da Administração da UFMT que de imediato ampliou o número de câmeras de monitoramento, reordenou as rondas, que não devem ser detalhadas para manter a segurança, além de acionar a Polícia Federal. A UFMT não medirá esforços para garantir o ensino, a pesquisa e a extensão, públicos, gratuitos e de qualidade e, dentro de sua possibilidade orçamentária, zelar pela segurança da comunidade", diz a nota.

“Nessa segunda-feira (17) tivemos uma reunião difícil. Vocês estão sabendo que nós estamos com corte orçamentário grave. Todos nós, a comunidade acadêmica, vamos fazer escolhas em nosso orçamento. Nesse momento, a nossa segurança armada é pequena. Esses casos no hospital veterinário, nesse formato, é algo inédito. Está sendo investigado pela Polícia Federal. Quem invadiu o hospital sabia da ronda de 3h em 3h e não apareceram nos locais que têm câmeras.

Para Adriana Borsa, coordenadora do curso de medicina veterinária da UFMT, existe um clima de medo entre os estudantes. “Temos visto vários furtos em toda universidade. O hospital veterinário fica sem funcionamento, fica um clima de medo entre os estudantes. Na verdade isso é um reflexo dos cortes na educação pública. A reitoria disse que houve redução na segurança. Antes tinha um vigilante fixo no hospital. Agora eles fazem rondas. Quem cometeu os crimes sabe que a segurança está fragilizada. Há prejuízo para os alunos e para o público, que fica sem atendimento. No setor de equoterapia, começaram roubando as torneiras, os ventiladores, depois tentaram roubar um cavalo. Então a universidade está totalmente abandonada”, afirmou.

Segundo Helena Aimee Santos Lima, presidente do Centro Acadêmico da UFMT, o protesto já havia sido marcado antes mesmo da segunda invasão no hospital veterinário. “A gente marcou essa mobilização por causa do ato de vandalismo que aconteceu na madrugada de domingo (16). Já estávamos nos organizando quando nós, do Centro Acadêmico, fomos testemunhas de uma tentativa de invasão. A reitoria diz que devido aos cortes no orçamento da universidade teve que reduzir o número de segurança, que agora atua em sistema de rondas, em uma área muito grande. Então os seguranças ficam sobrecarregados e há muito tempo entre uma ronda e outra por causa do tamanho da área”, diz ela.

Ainda de acordo com Helena, os prejuízos são sentidos não só pelos acadêmicos, mas também pela população. “O hospital terá redução nos atendimentos. No início dos cortes a gente parou de fazer plantão de final de semana. Os residentes do hospital também estão sendo prejudicados porque não conseguem cumprir as 60 horas semanais”.

Invasões

O hospital veterinário foi invadido no domingo (16), quando equipamentos e materiais foram furtados e, nesta segunda-feira (17), houve outra invasão aos laboratórios e ao centro cirúrgico. Ninguém foi preso.

Por causa dos crimes, as atividades estão suspensas. A previsão é que o atendimento seja restabelecido nessa quarta-feira (19).

Os atendimentos, entre eles procedimentos cirúrgicos, previstos para ser realizados nesta segunda (17) e terça-feira (18) devem ser reagendados.

 

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Comentários (1)

  • Crítico | Terça-Feira, 18 de Fevereiro de 2020, 21h54
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    Peça demissão reitora, está se julgando incapaz, todos sabemos que o orçamento de uma universidade federal é muito maior que o orçamento de muiiiiiiiitos municípios e olha que demanda dos municípios são várias e em todos os setores, saneamento, saúde, educação, segurança, habitação e planejamento e a vossa senhoria não consegue conter um ladrãozinho pé de chinelo? É muiiiiiiiita incompetência, nota zero para sua péssima administração.

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