10 de Agosto de 2020,

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Segunda-Feira, 29 de Janeiro de 2018, 18h:40 | Atualizado:

Mais de 12 mil imóveis serão visitados em ação contra a dengue

A partir desta segunda-feira (29), a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio da Unidade de Vigilância em Zoonoses começa a visitar e vistoriar imóveis espalhados por todas as regionais cuiabanas para o Levantamento do Índice Rápido Aedes aegypti – Lira. As inspeções vão até dia 02 de fevereiro e deverão acontecer em pouco mais de 12 mil imóveis em diversas regionais de Cuiabá, como o objetivo de indicar os bairros com maiores índices de infestações e os principais locais em que as larvas encontram-se alojadas.

Conforme explicou a coordenadora de Vigilância em Zoonoses, Alessandra Carvalho, esses dados são fundamentais para a Secretaria de Saúde delinear e intensificar as ações de enfrentamento ao Aedes aegypti, visando o máximo de eliminação de criadouros. Por isso, é importante que a população esteja em alerta e pronta para receber os Agendes de Combate a Endemias (ACE).

“Com o monitoramento passamos a ter pleno conhecimento dos locais infestados e ainda temos acesso ao que tem sido usado como criadouros pelo mosquito. E diante disso conseguimos pensar quais ações serão mais eficazes para cada região. É importante que a população receba nossos agentes para que possamos dar seqüência ao trabalho de enfrentamento e eliminação do Aedes -, que é transmissor da dengue, zika vírus e das febres amarelas e chikungunya. É importante destacar, especialmente para a segurança da população, que os ACE estarão devidamente uniformizados e identificados e são os mesmos que já prestam os serviços à comunidade de cada região”, frisou a coordenadora.

Último Lira

Nos meses de outubro e novembro de 2017 foi realizado o 4º e último Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa). A amostragem indicou que entre os bairros com maiores Índice de Infestação Predial (IIP) estão o Três Barras, Residencial Paraná, Nova Canaã 1,ª 2ª, e 3ª Etapa, Colina Verde, Jardim Umuruama, Altos da Glória e 1º de Março com 10,3%. O número é considerado de alto risco, uma vez que o ideal indicado pelo Ministério da Saúde é 1%.

Ainda conforme o levantamento, nos bairros citados mais de 80% dos criadouros encontrava-se em depósitos ao nível do solo (como caixas d'água, tambores, fontes ou qualquer outro depósito ao nível do solo que pode acumular água). Nas demais comunidades vistoriadas, esse número girou em torno de 60%, e outros 40% dos casos mostram que os possíveis criadouros do mosquito ainda são encontrados em lixos e outros resíduos sólidos (como tampinhas de garrafa, latas velhas, casca de ovo, saco plástico, vasilhas, calhas, etc).

 



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