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Sexta-Feira, 21 de Fevereiro de 2014, 08h:13 | Atualizado:

Senado discute ações dos EUA que afetam produção de algodão brasileira

As Comissões de Agricultura (CRA) e de Relações Exteriores (CRE) do Senado se reunirão para discutir a nova lei agrícola dos Estados Unidos (Farm Bill), que propõe subsídios ao produtor rural americano e não segue as diretrizes impostas pela Organização Mundial do Comércio (OMC). Devem participar representantes da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa); os ministros de Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo; de Agricultura, Antônio Eustáquio Ferreira e de Indústria e Comércio, Mauro Borges. A reunião está prevista para o dia 13 de março.

Os EUA também deixaram de cumprir um acordo feito em 2009, que propunha o repasse anual de US$ 147,3 milhões ao Instituto Brasileiro do Algodão (IBA) como forma de compensar as perdas sofridas pelo Brasil em decorrência da política subsidiária americana. O pagamento foi suspenso em outubro passado de forma unilateral, segundo acusa o senador Blairo Maggi.

“Não tenho nada a ver com os EUA ofertar dinheiro para que os produtores de lá fiquem no campo, porque se não der esse dinheiro eles não produzem nada. Mas, o problema é que o mecanismo que eles estão adotando vai quebrar nossa produção de algodão. Porque no dia em que os EUA produzir uma supersafra, nós não aguentaremos, o preço irá lá para baixo e teremos que entregar a preço mínimo no Brasil. A gente sabe que o tesouro não tem dinheiro pra bancar isso, é uma tragédia anunciada”, alerta Maggi.

A expectativa do Brasil era de que a Farm Bill corrigisse os subsídios considerados ilegais pela OMC, mas o texto aprovado no início deste mês (05.02) mantém parte dos pagamentos diretos aos produtores rurais e cria um programa de seguro às lavouras, o Stacked Income Protection Plan (Stax). Para o senador Waldemir Moka, a nova lei é ainda mais nociva ao Brasil.

 

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