12 de Agosto de 2020,

Artigos

Economia

A | A

Quinta-Feira, 09 de Julho de 2020, 13h:00 | Atualizado:

Advogado nega que grupo em recuperação terá que devolver máquinas a banco

antoniofrange.jpg

 

Por meio de nota, a defesa do Grupo Nayr Transportes negou que terá que devolver máquinas por conta de dívida com banco. A empresa está em recuperação judicial, alegando dívidas de R$ 27 milhões.

Veja a íntegra da nota da empresa:

 

Diferentemente do que foi noticiado na matéria “TJ manda empresa em RJ de R$ 27 milhões devolver máquinas a banco em MT”, a decisão da desembargadora Serly Marcondes Alves não determinou a devolução de bens por parte da empresa em recuperação judicial Nayr Transportes. 

A desembargadora da 4ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça (TJMT) suspendeu, por meio de liminar, a decisão de base, no ponto em que manteve os bens alienados fiduciariamente à agravante na posse da agravada além do período de blindagem. Ou seja, enquanto estiver em vigência a blindagem patrimonial, todos os bens continuarão em posse da Nayr Transporte.

Vale destacar que a blindagem tem duração mínima de 180 dias, a contar do deferimento da recuperação judicial, podendo ser prorrogável até que todos acordos entre credores e devedor sejam firmados.

O advogado responsável pela recuperação judicial da Nayr Transporte, Antônio Frange Júnior, afirma que a blindagem é uma ferramenta judicial para assegurar que a empresa em recuperação judicial não perderá seus bens essenciais ao negócio. “O processo de recuperação administrativa e financeira só é viável se a empresa der continuidade às atividades e a blindagem patrimonial garante que a recuperanda terá meios para isso. Neste caso, as máquinas como cavalos e veículos são essenciais para que a transportadora continue em operação”.

ENTENDA - O Grupo Nayr Transportes, do município de Paranatinga (a 373 km de Cuiabá), teve o pedido de Recuperação Judicial (RJ)  deferido pela Justiça no valor de aproximadamente R$ 30 milhões. O Grupo há dez anos atua no setor de transporte de minérios e produtos agrícolas nas principais regiões produtoras de calcário e de grãos de Mato Grosso. 

As atividades da empresa tiveram início em 2007 com a intermediação do transporte de calcário. Com o crescimento da demanda, a empresa passou a ter frota própria e a atuar também com o transporte de grãos e abriu filiais nos municípios de Gaúcha do Norte e Primavera do Leste.

A crise acometeu o Grupo quando foram abertos novos escritórios em Lucas do Rio Verde, Sorriso, Sinop e Matupá. Devido à forte concorrência e à falta de mão-de-obra, a empresa precisou voltar atrás e manter somente a matriz e as filiais constituídas em Gaúcha e em Primavera.

O advogado da Nayr Transportes, Antônio Frange Júnior, explica que a empresa ampliou a frota e para expandir a atuação para outras regiões do Estado, mas não dimensionou o crescimento das concorrentes também. “A política de incentivo do governo no passado acabou por inchar o setor de transportes de carga, que vem atravessando um período de crise devido ao baixo valor do frete e alto custo para circulação dos veículos. Muitas empresas que compraram caminhões com taxas de juros até então atrativas, estão buscando alternativas para se manterem no mercado e o Grupo Nayr é um exemplo”.

De acordo com o advogado, o Grupo Nayr tem condições de retomar sua capacidade de investimento, mas precisa de prazo para repor caixa e então pagar suas dívidas e por isso o pedido de recuperação judicial foi acatado pela Justiça.

 



Postar um novo comentário

Comentários

  • Comente esta notícia

INFORMES PUBLICITÁRIOS

MAIS VÍDEOS