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Terça-Feira, 01 de Abril de 2014, 14h:25 | Atualizado:

Apesar de reforço federal, arma entra em presídio no Maranhão

Apesar da segurança de homens da Força Nacional e da Polícia Militar no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, localizado em São Luís, presos conseguiram driblar a revista e estavam de posse de um revólver calibre 38 e 21 munições no CDP (Centro de Detenção Provisória).

No último domingo (30), quatro presos fugiram por um túnel escavado na cela 14, do bloco B, do presídio São Luís 1, também em Pedrinhas. Só este ano, seis presos foram assassinados no presídio --em todo o Estado, foram nove.

A apreensão da arma de fogo ocorreu na madrugada desta terça-feira (1º) durante uma revista de emergência em uma das celas. Monitores suspeitaram do movimento do local e acionaram a polícia para fazer a revista. O revólver estava escondido em um buraco junto com 21 munições.

No CDP, na madrugada de sábado (29), durante uma revista, a Polícia Militar já havia descoberto um túnel com cinco metros de extensão. A abertura foi escavada no pavilhão Beta, que tem 189 detentos. Como punição, os presos estão sem banho de sol até a próxima sexta-feira (4).

Esta não é a primeira vez que a polícia encontra armas em unidades prisionais de Pedrinhas. Em janeiro, a Força Nacional encontrou um revólver calibre 38, 16 munições intactas e 10 cápsulas de balas deflagradas na CCPJ (Central de Custódia de Presos de Justiça).

A apreensão da arma de fogo ocorreu após a contenção de um motim quando dois policiais tiveram os escudos atingidos por balas. Eles não se feriram.

A Sejap (Secretaria de Estado de Justiça e Administração Penitenciária) informou que reforçou a segurança na unidade prisional e intensificou a revista de visitantes no CDP. A secretaria diz ainda que o serviço de inteligência está investigando como a arma entrou dentro do presídio e a quem pertencia, pois o buraco onde o revólver estava escondido foi escavado fora das celas.

Crise

O sistema prisional do Maranhão vive uma crise. Em 2013, o local registrou 60 assassinatos de presos. Um relatório do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) mostrou que o domínio de facções criminosas que agem dentro dos presídios maranhenses deixa as unidades prisionais "extremamente violentas", causando diversos assassinatos e estupros, e acabam comprometendo a segurança do local.



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