05 de Agosto de 2020,

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Sábado, 11 de Julho de 2020, 23h:00 | Atualizado:

Homem preso com 10g de maconha morre por Covid

"Tinha grandes probabilidades de ser considerado inocente pela fraqueza das provas", disse Felipe Peixoto, advogado de Lucas Morais, preso com cerca de dez gramas de maconha em Manhumirim, na Zona da Mata de Minas Gerais, e que morreu no último sábado (4) com suspeita de Covid-19.

Condenado em primeira instância a cinco anos e dez meses de prisão em regime fechado, Lucas teria a chance de sair da cadeia no fim do mês. O julgamento da apelação estava marcado para o dia 28 de julho. “Lucas faleceu no mês em que seria julgado”, lamentou o advogado.

Ele cumpriu quase dois anos da pena e teve três pedidos de habeas corpus negados, um deles em 2019, e outros dois em abril deste ano. O jovem de 28 anos trabalhava em um armazém de café na época em que foi preso, em novembro de 2018. Ele estava em casa, deitado na cama, com o uniforme da empresa, quando policiais bateram em sua porta por volta da meia-noite. A porção de maconha estava no bolso da calça. Lucas alegou que era para consumo próprio, mas foi preso por tráfico de drogas após um adolescente dizer que tinha comprado parte da droga dele.

De acordo com o advogado, Lucas sempre perguntava sobre o julgamento da apelação. “Ele não sabia da data. Eu fui intimado que seria dia 28 no dia 1º deste mês. Ele faleceu no dia 4”, disse Peixoto.

Lucas estava preso junto com outros 200 homens em Manhumirim. De acordo com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), 159 deles testaram positivo para a Covid-19.

Lucas não tinha doenças preexistentes. No dia 25 de junho, o teste rápido que ele fez acusou a presença do novo coronavírus. Por ser teste rápido, não é considerado conclusivo, por isso a morte ainda é tratada como "suspeita de Covid-19". A Sejusp diz que a causa da morte segue em investigação.



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