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Sexta-Feira, 15 de Novembro de 2019, 14h:05 | Atualizado:

QUEDA DE AVIÃO

Piloto já havia escapado de outro acidente

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O ex-piloto de Stock Car, Tuka Rocha, um dos sobreviventes da queda de um avião, nesta quinta-feira (14), em Maraú, baixo sul da Bahia, também já havia escapado de um grave acidente durante uma competição da Stock Car, em 2011, no Rio de Janeiro.

Tuka conseguiu escapar do veículo. O carro começou a pegar fogo na segunda volta da corrida, o piloto pulou, mesmo sem conseguir enxergar nada por causa da fumaça.

Na época, TuKa revelou aos jornalistas sobre os momentos em que as chamas tomaram o veículo, contou que começou a desmaiar e não conseguia ver onde que era o freio. Diante disso, ele se jogou do carro e saiu rolando. Na época, ele teve uma leve lesão no pulmão provocada pela queda.

No acidente desta quarta-feira, ainda não há detalhes do estado de saúde dele, mas Tuka está em uma unidade de saúde de Salvador. Além dele, parentes do deputado licenciado Guilherme Mussi estavam na aeronave. No acidente, uma mulher morreu e nove pessoas, incluindo Tuka, ficaram feridas.

Segundo informações da assessoria de comunicação de Guilherme Mussi, a pessoa que morreu foi a irmã da esposa de Eduardo Mussi, que é irmão do deputado. A identidade dela não foi divulgada.

Também estavam na aeronave o filho da vítima, Eduardo e a esposa dele. Todos eles sobreviveram, ainda conforme a assessoria de Mussi. Além de Tuka e Eduardo, outro nome de vítima confirmado é de Maísa Marques Mussi.

Todos os sobreviventes foram transferidos para Salvador, por meio de um avião e dois helicópteros do Grupamento Aéreo da Polícia Militar da Bahia (Graer).

Dos noves passageiros feridos, cinco estão no Hospital Geral do Estado (HGE) e três no Hospital Municipal, um foi encaminhado para o Hospital do Subúrbio, informou a Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab). Do total de feridos, segundo o órgão, oito são adultos, sendo cinco homens e três mulheres, e uma criança do sexo masculino.

A assessoria de imprensa do deputado Guilherme Mussi informou que ele está a caminho de Salvador para acompanhar de perto o estado de saúde dos familiares.

Queda de aeronave

Segundo informações da assessoria de comunicação da prefeitura de Maraú, o acidente ocorreu pouco depois das 14h.

A aeronave, um jato executivo, decolou do aeródromo de Jundiaí (SP), às 11h, com destino a Maraú, segundo informações da Voe SP, que administra o terminal, e da Força Aérea Brasileira (FAB).

A Voe SP informou que a aeronave ficava em um hangar e teve a autorização para decolar porque não houve nenhuma comunicação de anormalidade por parte da equipe técnica responsável.

Os feridos foram encaminhados, inicialmente, para um posto de saúde de Barra Grande e, depois, transferidos para a capital baiana.

Conforme registro da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), aeronave, um bimotor Cessna C550 fabricado em 1981, de prefixo PT- LTJ, é do empresário José João Abdalla Filho e está em situação regular.

O G1 entrou em contato com o Banco Clássico, de propriedade de João Abdala, e uma pessoa da recepção da instituição disse que o empresário está no exterior.

Investigação

Por meio de nota, a Polícia Civil informou que equipes da Delegacia Territorial de Maraú realizam os levantamentos iniciais para apurar a queda do avião.

A FAB disse que investigadores do Segundo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA II), órgão regional do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), irão se deslocar para realizar a Ação Inicial da ocorrência envolvendo a aeronave.

Conforme a FAB, a Ação Inicial é o começo do processo de investigação e possui o objetivo de coletar dados: fotografar cenas, retirar partes da aeronave para análise, reunir documentos e ouvir relatos de pessoas que possam ter observado a sequência de eventos.

A investigação realizada pelo CENIPA, explica o órgão, tem o objetivo de prevenir que novos acidentes com as mesmas características ocorram.

"A necessidade de descobrir todos os fatores contribuintes garante a liberdade de tempo para a investigação. A conclusão de qualquer investigação conduzida pelo CENIPA terá o menor prazo possível, dependendo sempre da complexidade do acidente", informa trecho da nota divulgada pela FAB.

 

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