08 de Abril de 2020,

Opinião

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Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h:00 | Atualizado:

Pedro Félix

Alerta vermelho

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Zapeando a internet me deparei com as notícias alarmantes vindas da China. Desde junho a bolsa de valores chinesa vem registrando uma queda abrupta. O governo chinês teve que tomar atitudes drásticas, proibindo a venda de ações das grandes empresas. Muito estranho para uma economia que se diz de mercado. Atuando com intervenção estatal na economia, contrariando o principio liberal do Laissez-faire.

De forma esquisita, a bolsa de Nova York ficou fora do ar por algumas horas, na semana passada.  A resposta oficial foi que houve um problema técnico. 

O preocupante desta história está na China com sua economia, que até o presente momento tinha sempre um grande superávit com reflexos em todo o planeta.

Por ser uma mistura de economia privada e controle político rígido estatal, sempre fica difícil saber como anda de fato a economia chinesa. 

Pelo que sabemos a China por ter uma vasta mão de obra com alto grau de instrução, e custos baixíssimos sempre salvou muitos países ocidentais, que transferiram sujas fábricas para o país asiático, bem como para outros da mesma região, os tigres asiáticos. Os salários baixíssimos foi o atrativo  que levou muitas dessas fábricas para a Ásia.  

Em questão de meses, bilionários chineses viram suas fortunas despencarem em até 35% (trinta e cinco por cento) e agora são proibidos de venderem ações que na prática despencaram, o que pode levar a fechamento de fábricas e ao desemprego. Só lembrando o crack da bolsa de Nova York, que deu início a um tsunami econômico mundial em 1929, começou pela bolsa de valores e afetou as indústrias e o planeta.

A bolha chegou à China? A economia chinesa transformou-se em uma explosiva armadilha pronta a ser detonada em 2015?  Qual o grau de dependência do restante do mundo com a China? O derivativo da crise de 29 foi à superprodução de mercadorias, o que levou ao fechamento das indústrias e culminado com o desemprego em massa. 

A ferrovia transoceânica, prevista aqui no Brasil, passando por Mato Grosso pode atrasar ou nunca ser realizada diante do novo cenário? A nossas commodities representam 80% da exportação brasileira e a soja é a campeã. Como fica o agronegócio?  Em junho desse ano a China comprou o equivalente a 3.25 bilhões do Brasil, o que equivale a mais ou menos 25 % de toda exportação do agronegócio para o gigante chinês. O desastre pode afetar o sistema de transporte da soja e outros produtos com ao carne entre outros exportáveis.  

Imagina o Shopping dos importados, mais conhecido como shopping dos camelôs, localizado no bairro do Porto. E muitos espalhados pelo centro da cidade. Como ficaria em caso de crise chinesa?

A china quebrando, o planeta entra em um Tsunami mundial, que como dominós empilhados, após sua crise, leva com certeza países agrícola e muitos outros ricos industrializados, que por décadas tornaram-se dependentes dos chineses ao exportarem suas fábricas, fugindo da mão de obra cara e de outros custos considerados abusivos em seus respectivos países. 

Agora o dragão chinês dá indício de que não solta mais fogo pelas ventas com a intensidade de antes, e quando cansado pode pisotear muitos capitalistas e danificar muitas economias no mundo.

O aviso chinês foi dado, o primeiro dominó está posicionado e agora?

Pedro Felix Historiador em Cuiabá

 

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