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Quinta-Feira, 25 de Janeiro de 2018, 15h:50 | Atualizado:

Rodrigo Rodrigues

#Partido Mato Grosso

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O saudoso jornalista, meu amigo Marcos Coutinho, adorava política. Estava sempre nas rodas e era atuante. Quando perguntavam o partido ao qual pertencia, ele respondia de bate pronto: Mateus, Lucas e Joaquim. Seus três filhos. 

Muitos dos meus amigos estão dizendo que ando batendo duro em alguns companheiros. Até insinuaram que eu estaria defendendo o governador Pedro Taques, pelo fato de ter criticado os deputados da situação que assinaram a CPI do Fundeb. 

Confesso que fui grosseiro e errei na “forma”, como disse um líder 

que muito admiro. 

É que ando sem paciência com essa raia miúda, estou tendo sérios problemas de relacionamento com a mesquinharia. Já abominava a demagogia barata,  discursos moralistas e excludentes. Nos últimos tempos vem me causando alergia o discurso anti-político, assim como já deu a ditadura do "politicamente correto”. 

Fico indignado com a perda de tempo e de energia com discussões que não têm a menor importância para a maioria absoluta dos mato-grossenses. Perde-se tempo discutindo, inclusive, sobre a Venezuela!

Tenho a nítida sensação que não estou sozinho nesta agonia. A rejeição à classe política e à política por grande parte de nossa sociedade mostra isso. 

Só há discurso em torno da desconstrução do adversário com a finalidade de ascender ao poder, pura e simplesmente. Não é um projeto, não é uma ideia, nem mesmo ideais, que movem os grupos políticos partidários a sentarem para debater, mas sim a disputa selvagem pela cadeira do Paiaguás. 

O governo vai de mal a pior e a oposição não se organiza, não tem nenhuma proposta factível, as discussões somente giram em torno de nomes. Os aliados do Taques estão esperando ele escorregar na casca de banana e os adversários estão batendo cabeça pela falta de um nome competitivo e pela ausência de projetos sólidos. Vaidades exacerbadas, fome de poder incontroláveis e ações excludentes têm dominado a pauta. 

Paulo Freire tem uma frase que diz muito sobre o momento atual: "Não existe imparcialidade.Todos são orientados por uma base ideológica. A questão é, sua base ideológica é inclusiva ou excludente?”.

Eu penso como Paulo Freire, sem esquerda e sem direita, mas sou pela inclusão, pela união, pela capacidade agregar projetos e ideias que sejam de interesse do estado, liderado por um estadista. 

A disputa entre o honesto e o desonesto não resultou em nenhum benefício para a sociedade. A briga do não político contra o político muito menos. 

Não resultou em nenhum benefício para a sociedade e não resultará no futuro se não deixarmos de lado miudezas, raiva, rancores, vaidades, partido A ou partido B e discutir “Mato Grosso”. Com uma única ideologia: inclusão. Com uma única vaidade: ter o melhor ensino público e o melhor sistema de saúde pública. Com uma única meta: zerar os índices de violência, com um único partido - Mato Grosso.

Alguém se habilita a se filiar nesta ideia, soltando todas as amarras? 

É utópico? Talvez não, talvez seja mais fácil do que pensamos. Teriam nossos atuais líderes a capacidade de iniciar este movimento? Sim, desde que fizessem uma auto-análise e calçassem as sandálias da humildade. 

O atual governo teve sua chance e falhou. Mauro Mendes teve sua chance e falhou. 

Quem poderá unir o establishment nesta inédita e épica epopeia? 

Rodrigo Rodrigues, jornalista e gestor público.

 



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Comentários (5)

  • Marcos Pinheiro | Quinta-Feira, 25 de Janeiro de 2018, 21h12
    1
    4

    Mais uma brilhante analise, como sempre. Parabens!!

  • Ana Lima | Quinta-Feira, 25 de Janeiro de 2018, 19h02
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    0

    Quem escreveu esse artigo? Aaaah vc não desiste. "Senhor Moral Nenhuma". Vá trabalhar, cara!!

  • Arnaldo Dorileo | Quinta-Feira, 25 de Janeiro de 2018, 17h45
    1
    0

    ACHO POSSIVEL SIM, MAS O TAL DO ELEITOR NÃO TEM A MENOR VERGONHA NA CARA!!!

  • Cludio Pires | Quinta-Feira, 25 de Janeiro de 2018, 17h32
    4
    1

    Para de sonhar, acorda!!!

  • Claudia Fraga | Quinta-Feira, 25 de Janeiro de 2018, 16h37
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    3

    Perfeito, concordo, mas acho uma utopia, duvido que algum politico embarca numa dessa!

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