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Opinião

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Quarta-Feira, 09 de Julho de 2014, 10h:39 | Atualizado:

Paulo Lemos

Um Brasil diferente

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Quando o veterano Fred cavou um pênalti ilegal no primeiro jogo e deu um sorriso maroto para o garoto Neymar, depois de ver algumas pessoas agradecendo pelo facebook a "mãozinha" do juiz pelo resultado final daquela partida, eu disse nas mídias sociais que era lamentável ver pessoas comemorando um ato desonesto e traiçoeiro.

Fui alcunhado expressamente como radical, outrossim, quiçá, implicitamente como antipatriota, simplesmente por não compactuar com qualquer modalidade de fraude, ainda que seja em uma "mera" partida de futebol.

Fui vítima, como muitos são cotidianamente no Brasil, da inversão de valores, em que o certo é errado e vice-versa; fruto da cultura do "se dar bem, a todo custo", violando princípios e valores e pisando em alguém ou alguéns", se preciso for, na perspectiva do sujeito ganancioso e cobiçoso.

No jogo contra a Alemanha, alguns jogadores, ante a falta do capitão (suspenso), de um bom meio (inexistente) e do "messias" (contundido), tentaram o tempo todo cavar faltas e pênaltis, ao invés de jogarem com mais esforço e honestidade, vendendo a imagem de desleais e oportunistas.

Porém, a tática do "jeitinho" e do "jogo mole", não pôde superar a correição e firmeza do outro time. 

A razão venceu a ilusão. A verdade venceu a mentira.

Espero que nessas eleições, a razão e a verdade vençam a ilusão e a mentira, que insistem em lograr o eleitor, às vezes, com a conivência passiva ou ativa dele.

Então, qual postura seria esperada do brasileiro daqui para frente, em face da ilusão e da mentira?

Não posso responder por todos, mas, sim, gorar do direito constitucional de livre manifestação do pensamento e emitir minha singela opinião.

Enfim, gostaria de ver o mesmo envolvimento da população com a busca por soluções dos problemas sócio-econômicos que temos no Brasil, sem se satisfazer com a política do pão e circo e ficar à espera ou à reboque de pseudo-messias na política.

Mais do que isso, gostaria de ver toda a indignação da população brasileira com o resultado da goleada imposta pela seleção alemã, também com a sua postura enquanto conjunto de civis e cidadãos com o resultado da corrupção endêmica, do caos na saúde e da violência generalizada (morte e ranger de dentes), por exemplo.

Precisamos ser a mudança que desejamos para o Brasil e o Mundo.

De nada adianta protestar retoricamente de um lado, enquanto doutro se mantém os mesmos hábitos. Como nos ensina o Evangelho, vinho novo não se pode pôr em odre velho.

O critério da verdade não é o discurso mole e fácil, e sim a prática, como disse Karl Marx. Não se conhece a árvore pelos galhos frondosos, mas sim pelos seus frutos, como disse Jesus Cristo.

Precisamos de melhores pais de família filhos, bem como de eleitores e representantes decentes e conscientes, para se ter um Brasil sorridente e diferente.

Paulo Lemos é Ouvidor da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso e advogado eleitoralista e administrativista. 

 



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