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Opinião

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Quinta-Feira, 10 de Julho de 2014, 08h:28 | Atualizado:

Lício Malheiros

Vergonha mundial!

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O sonho do hexa para nós terminou de forma vexatória e vergonhosa,  nosso carrasco desta feita foi à Alemanha, que massacrou o time de Luiz Felipe Scolari por 7 a 1, na pior derrota da história da seleção brasileira (este fato, não tem nada a ver com Hitler). Sofremos 5 gols apenas nos 29 minutos iniciais, em um confronto que mais parecia um duelo entre profissionais e jogadores de várzea, dado à disparidade técnica, física, tática e emocional. A nossa seleção é retrato fiel do nosso país, que passa pelos mesmos desajustes; embora ninguém de sã consciência goste de fazer esta  comparação, tendo em vista que: se o resultado da partida tivesse sido diferente, a nosso favor, por certo, muitos estariam usando esta vitória como meio de promoção política, assim como, outros usarão esta derrota da mesma forma, isto é algo inconteste, os mesmos irão trabalhar em cima, da incompetência de alguns. 

Nosso país amanheceu, com um gosto amargo, o sabor da derrota acachapante para a Alemanha, por 7 a 1, na pior derrota da seleção brasileira. Antes, o Brasil fazia parte desta lista pelos 7 a 1, impostos na Suécia no Mundial de 1950. O placar que entrou nessa relação é o mesmo, novamente em solo brasileiro, porém agora contra o Brasil.

O “Maracanaço” foi trágico, porém o “Mineiraço” foi a maior vergonha da história centenária da seleção brasileira. Em 1950, a culpa quase toda caiu no goleiro Barbosa, por uma falha até certo ponto discutível.

Agora, neste momento, buscar culpados seria no mínimo uma temeridade, tendo em vista que esta derrota está atrelada a uma série de fatores, que passam pela  conjuntura, política, social e econômica do  país, quer queiramos ou não.  

Muitas pessoas, não gostam de fazer à associação, esporte e política; porém, é inevitável não fazê-la, tendo em vista que o brasileiro, falo dos expropriados do capital, pessoas humildes os assalariados, que   pagam rigorosamente seus impostos; os mesmos sonham com três momentos em suas vidas: carnaval, futebol e política.

O carnaval já passou afundamos no esporte, resta-nos apenas o momento político, e que este, seja usado de forma racional, para que possamos corrigir as grandes distorções, sociais e econômicas do nosso país.

O Brasil país de dimensões continentais, um dos mais ricos do mundo em recursos naturais, porém, com sérios problemas estruturais; com má distribuição de renda,  saúde na UTI, sistema educacional falido, o que é pior, somos um dos países mais corruptos do mundo, salvaguardados pelas leis vigentes,  por serem, brandas, arcaicas, morosas, permitindo assim uma série de recursos, desta forma, facilitando cada vez mais a vida do corrupto, não só pela reincidência, com a certeza da impunidade.

Pare o mundo, quero descer!

Professor Licio Antonio Malheiros é geógrafo (liciomalheiros@yahoo.com.br)

 



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Comentários (1)

  • Julia Dias dos Santos | Quinta-Feira, 10 de Julho de 2014, 14h20
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    Eu diria: PARE O BRASIL QUE EU QUERO FUGIR

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