Polícia Terça-Feira, 09 de Julho de 2024, 16h:40 | Atualizado:

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CASO ZAMPIERI

Mandante da morte de advogado sumiu com celular; MPE deve pedir prisão

Aníbal está livre com uso de tornozeleira

Da Redação

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Anibal Manoel Laurindo e Roberto Zampieri

 

A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Cuiabá (DHPP) indiciou um fazendeiro de Rondonópolis por mandar matar o advogado Roberto Zampieri, em dezembro do ano passado, em Cuiabá. O inquérito policial foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público Estadual (MPE), nesta terça-feira (09.07).

Aníbal Manoel Laurindo, de 73 anos, foi indiciado por homicídio duplamente qualificado, crime praticado mediante emboscada, com recurso que impossibilitou a defesa da vítima e mediante recompensa. Os indícios e materiais probatórios reunidos na investigação da DHPP Cuiabá comprovaram a ligação entre o mandante e o intermediário, o coronel da reserva do Exército, Etevaldo Luiz Caçadini, além do vínculo do intermediário com os executores.

Os indícios reunidos no inquérito não identificaram elementos suficientes para o indiciamento da esposa do mandante. De acordo com o delegado responsável pela investigação, Nilson André Farias, a motivação do crime envolveu uma disputa agrária na região de Paranatinga, onde o mandante tem uma propriedade rural.

A área, objeto da disputa que o casal estava perdendo para o advogado Roberto Zampieri, que representava a parte adversária, está avaliada R$ 100 milhões. A investigação apontou ainda que a família dos investigados estava em posse da fazenda há aproximadamente 20 anos, mas havia uma discussão em relação ao título de propriedade da área.

Quando o casal percebeu que poderia perder a terra e, acreditando em uma proximidade da vítima com quem competia decidir a causa agrária, que é um desembargador do Tribunal de Justiça, decidiu contratar uma pessoa para executar o advogado. Roberto Zampieri tinha 56 anos e foi assassinado na noite do dia 5 de dezembro, na frente de seu escritório localizado no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá.

A vítima estava dentro de uma picape Fiat Toro quando foi atingida pelo executor, que fez diversos disparos de arma de fogo. Durante a investigação, a Polícia Civil identificou todos os envolvidos no crime, além do mandante – o executor, o intermediário e o financiador do crime. Os responsáveis por executar o crime foram presos pela Polícia Civil, no início deste ano, no estado de Minas Gerais e depois transferidos a Cuiabá. 

CELULARES

Em março deste ano, a equipe da DHPP cumpriu a prisão temporária do mandante, deferida pelo Núcleo de Inquéritos Policiais de Cuiabá. Contudo, ele foi liberado posteriormente pela Justiça mediante o cumprimento de medidas cautelares, entre elas o monitoramento por tornozeleira eletrônica. 

No mês de abril, o mandante foi alvo de mandado de busca para apreensão de celulares, porém, a equipe policial apurou que ele e a esposa já havia trocado os aparelhos, que são distintos daqueles usados por eles na época do homicídio do advogado. A tendência é que o MPE peça novamente a prisão do suposto mandante.

 





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Comentários (5)

  • davi

    Quarta-Feira, 10 de Julho de 2024, 08h50
  • Os doentes do BOZO.. basta olhar a camisa dele.. não entendo o povo brigar por terra... vai levar alguma coisa daqui quando morrer?
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  • João da Vila

    Terça-Feira, 09 de Julho de 2024, 19h26
  • A Polícia deu bola fora, pois não ficou com os celulares na primeira prisão do Fazendeiro e depois a Justiça liberou o Fazendeiro mandante do assassinato que sumiu com os celulares em liberdade.
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  • Marcos

    Terça-Feira, 09 de Julho de 2024, 18h00
  • Cumprir pena em casa é o mesmo que inocentar. Umas regras que não faz punir ninguém.
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  • O NOME DO DESEMBARGADOR?

    Terça-Feira, 09 de Julho de 2024, 17h44
  • O povo que saber o nome do desembargador "proximo" do advogado morto.
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  • Paula Tejando

    Terça-Feira, 09 de Julho de 2024, 17h18
  • O que a policia esperava, que ele fizesse prova contra si. Isso não existe, erraram ao prender da primeira vez e não apreenderam o celular. Agora já era.
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