20 de Setembro de 2019,

Política

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Quinta-Feira, 12 de Setembro de 2019, 10h:30 | Atualizado:

CARGO DOS SONHOS

AL rejeita projeto que proibia indicação de deputados ao TCE

Autora da PEC, deputada Janaína Riva votou contra a proposta


Da Redação

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso rejeitou, nesta terça-feira, uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que modificaria o sistema de indicação de conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE). A proposta, de autoria da deputada Janaína Riva (MDB), proibia que deputados estaduais concorressem a vaga de juízes de contas.

Ao todo, 21 deputados votaram pela rejeição da PEC, enquanto apenas 2 votaram favoráveis. O curioso, é de que a autora do projeto "mudou de ideia" e votou contrário.

“Quero manifestar aqui, o meu apoio ao parecer [da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR)] contrário à minha PEC. Eu voto sim para que não aconteça de uma PEC dessas ser aprovada e nós termos um TCE parecido com o que a gente tem hoje. E todo mundo aqui sabe o que estamos passando com esse tribunal de contas”, disparou, surpreendendo alguns poucos ainda partidários de se proibir a nomeação de parlamentares ao cargo vitalício de status de desembargador.

A justificativa da vice-presidente da Assembleia Legislativa para defender sua nova posição foi que, quando apresentou a proposta, em 2015, estava no começo de seu trabalho e por isso não tinha entendido como as coisas funcionam. De acordo com ela, querer um TCE formado só por concursados é dar de cara com um ambiente fechado em si mesmo, como é hoje, que dá de ombros à população. Disse ainda que se estes fossem sabatinados pelas urnas, não permaneceriam por lá.

“Essa é a grande verdade. A gente tem que parar de demonizar político, parar de frequentemente se questionar por que o filho do político quer ser político. Por que o filho do médico pode querer ser médico, o filho do professor pode querer ser professor, mas o filho do político não? É uma profissão tão bonita quanto, porque recebe todos, da prostituta ao bispo”, disse, referindo-se ao discurso feito momentos antes por Wilson Santos (PSDB) em resposta a Ulysses Moraes (PSC), um dos que votaram a favor da PEC, sobre hipocrisia de falar mal de políticos sendo um. O outro voto favorável partiu do Delegado Claudinei Lopes (PSL).

Riva garantiu que sua mudança é fruto de um “amadurecimento verdadeiro”, aprendido em seus cinco anos no legislativo, porque ela teria passado a ver a “diferença que faz” trabalhar pelo bem comum tendo que dar satisfação, em tese, de cada um de seus passos.

“Eu notei o quanto é importante não ter só a analise técnica na aprovação de contas e o quanto é importante ter políticos que recebem prefeitos, vereadores, deputados e analisam os casos com esse olhar de bom senso que nós, políticos, temos pela convivência com cada um dos municípios do Estado”, diz.

E chegou mesmo a usar a briga com Guilherme Maluf como exemplo de “como estava errada”. Ela sempre e abertamente não só foi contra a indicação, como ainda a combateu utilizando-se de sua grande articulação dentro da casa até o último momento -- quando se deu enfim renúncia ao mandato e posse na corte, em março deste 2019 --, servindo-se de todo tipo de armas à mão.

“Antes, eu achava que a indicação da Assembleia era prejudicial. Hoje eu vejo que a presença do Guilherme Maluf é muito importante para a relação institucional com os outros poderes e órgãos, porque é alguém capaz de conversar e entender o ambiente político de cada município e região”, garante.

Janaina Riva também foi protagonista em outra pauta polêmica aos olhos dos deputados ao pedir vistas a outra PEC, de autoria do deputado Paulo Araújo (PP), cuja proposta é acabar com o voto secreto em votações da casa, barrando assim a intenção do presidente Eduardo Botelho (DEM) em apreciar a matéria ainda ontem em sua tentativa de “zerar as pautas” atrasadas ainda neste último quadrimestre do ano. Eram 54 até ontem.

MÍDIAS SOCIAIS

Nas mídias sociais, meio de comunicação bem conduzido pela deputada, ela fez post se explicando e comemorando o resultado da derrota considerada vitória. Ela lembrou que apresentou a PEC nos primeiros meses de seu 1º mandato e alega que a experiência a fez mudar de opinião.

“Atualmente, mais madura e experiente, vejo a importância da boa relação institucional entre Poderes e órgãos, e  de termos alguém que dialoga, que se preocupa com cada região. A indicação  da Assembleia de conselheiros do TCE é extremamente importante, pois o tribunal precisa cada vez de mais pessoas com esse perfil de diálogo, e não daqueles que fecham as portas e não recebem ninguém. O TCE  estar de portas abertas para o povo. Somos seres mutáveis, aprendemos todos os dias com nossas experiências. (deputada estadual Janaina Riva)”, é a íntegra do post.

 

 

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Comentários (5)

  • clara | Quinta-Feira, 12 de Setembro de 2019, 13h51
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    É e lá pelas bandas da AL já foi aprovado em primeira votação outra PL que proibi os auditores substitutos de presidirem o órgão .

  • JON SNOW | Quinta-Feira, 12 de Setembro de 2019, 11h48
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    A questão é que todos querem este cargo, duvido que seja somente pelo salário gordo..haha

  • Roberto | Quinta-Feira, 12 de Setembro de 2019, 11h40
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    Maria vai com as outras!!

  • marcelo cunha | Quinta-Feira, 12 de Setembro de 2019, 11h38
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    AS DECLARAÇÕES DA DEPUTADA NOS DA O NÍVEL DA NOSSA AL, DIZER QUE AS DECISÕES DO TCE DEVEM SER UTILIZADO O "BOM SENSO" QUE ELES (POLÍTICOS) POR RECEBEREM OUTROS POLÍTICOS PODERÃO ANALISAR AS CONTAS DE FORMA MAIS COMPETENTE QUE OS "CONCURSADOS" OS "TÉCNICOS", A ANALISE DE CONTAS DEVEM SER RESTRITA A "LEI" E NÃO AO BOM SENSO, DESCULPE MINHA SENHORA, MAIS FALAR QUE MUITOS QUE PASSARAM ALI QUE HOJE ESTÃO APOSENTADOS E OU IMPEDIDOS PELA JUSTIÇA POR SUPOSTA COMPRA DE CADEIRA NO TCE POSSUEM COMPETÊNCIA E CAPACIDADE INTELECTUAL DE JULGAR E FISCALIZAR CONTAS DE MUNICÍPIOS ESTADO, NÃO MESMO. O QUE UMA PESSOA QUE APRESENTAVA UM PROGRAMA DE VENDA DE CARRO PODE FAZER PELO TCE? NADA, NADA, NADA. TERIA QUE SER SÓ CONCURSADOS, NÃO DA PARA CONFIAR NOS POLÍTICOS QUE TEMOS.

  • Benício | Quinta-Feira, 12 de Setembro de 2019, 11h38
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    Rivas praticando atos típicos de Rivas. Enquanto isso o patriarca e professor político da deputada goza de liberdade com mais de 100 anos de prisão em condenações. A sociedade aguarda o início do cumprimento de pena do referido meliante na PCE/MT, visto que cela especial é só no curso do processo !

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