25 de Agosto de 2019,

Política

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Segunda-Feira, 15 de Abril de 2019, 18h:05 | Atualizado:

EXEMPLO CARIOCA

Mauro cita gastos de R$ 80 milhões por ano e admite trocar VLT pelo BRT

Mauro citou que VLT no Rio de Janeiro está quase fechando porque não tem passageiros suficientes para bancar custeio do modal


Da Redação

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O polêmico projeto de transporte público que iria “revolucionar” a mobilidade urbana de Cuiabá e de Várzea Grande, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), pode estar com o fim decretado pelo menos na esfera política. Em entrevista ao Jornal do Meio Dia, da TV Vila Real, desta segunda-feira (15), o governador Mauro Mendes (DEM) praticamente descartou a implantação do modal, que está com as obras paradas desde dezembro de 2014, e que já consumiu mais de R$ 1,1 bilhão dos cofres públicos estaduais.

Durante a entrevista, Mendes foi indagado sobre o assunto. Ele comentou que o Estado possui atualmente “quase” 500 obras paralisadas por falta de pagamento, citando como exemplo “reforma de escolas, além obras em rodovias e hospitais”. O chefe do Poder Executivo Estadual já adiantou, no entanto, que o Governo não terá recursos suficientes para custear a operação do VLT considerando que o valor atual do preço da passagem de ônibus em Cuiabá seja o mesmo para o novo sistema de transporte (R$ 3,85).

Especialistas da área do transporte apontam que o custo de operação e manutenção do VLT é muito maior do que o do BRT. Mendes explica que para fixar em R$ 3,85 o valor da passagem do novo modal de transporte o Estado teria que gastar por ano entre R$ 60 milhões e R$ 80 milhões. “Para manter a tarifa atual para o VLT, o Estado teria que bancar R$ 60 milhões ou R$ 80 milhões por ano como subsídio para esse transporte coletivo. O VLT está correndo risco de parar ou fechar no Rio de Janeiro [RJ] porque a prefeitura não está aguentando esse subsídio. Está faltando passageiro no VLT do Rio de Janeiro. Imagina aqui em Cuiabá”, explicou Mendes.

O Chefe do Poder Executivo Estadual também lembrou que o Governo não possui recursos “nem para pagar remédios”, ou fazer “manutenção de escolas”, e que não pode se responsabilizar por mais esta despesa. Mendes disse ainda disse que precisa pensar nos outros 139 municípios de Mato Grosso além de Cuiabá e de Várzea Grandes – as duas únicas cidades do Estado que se beneficiariam diretamente com o novo sistema de transporte público. “Hoje o governador do Estado não tem dinheiro para pagar os fornecedores de remédio, não tem dinheiro para fazer a manutenção das escolas, não tem dinheiro para uma série de outras cosias importantes na saúde e na infraestrutura. O Governo de Mato Grosso é para os cuiabanos e os várzea-grandenses. Mas ele tem que olhar para todo o Estado de Mato Grosso, para o interior, os 139 municípios que não seriam atingidos pelo VLT”, ponderou.

Sobre o BRT – sigla de Bus Rapid Transport -, Mauro Mendes também revelou que irá procurar pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que possui um estudo demonstrando que o sistema de transporte é mais eficiente, viável e barato para a região Metropolitana de Cuiabá do que o VLT. O governador comentou ainda que desde antes da campanha eleitoral de 2018 já informava que seria necessário um ano para se “inteirar” da situação não só política e financeira do VLT, mas também jurídica, tendo em vista que o impasse é discutido nas esferas das Justiças Estadual e Federal.

Após “tomar pé do caso”, Mendes finalizou dizendo que uma das soluções que poderia adotar seria a implantação do BRT. “Certamente iremos procurar o professor da Universidade que fez esse estudo. Nós pedimos durante o período da campanha o prazo de até um ano para estudarmos com profundida esse assunto [...] E nós vamos então entender tudo isso. E nós já estamos fazendo reunião neste sentido. Nós iremos apresentar uma solução para este problema, e uma dessas alternativas que esta sendo estudada neste momento é converter para um outro modal, que possa ser menos custoso, não só na sua implantação mas também na sua operação”.

VLT

O VLT – um projeto de um sistema de transporte integrado e elaborado para atender a população de Cuiabá e de Várzea Grande -, deveria estar finalizado em março de 2014 para atender a demanda por mobilidade urbana durante e após a Copa do Mundo do Brasil. As obras, porém, estão paralisadas desde dezembro daquele ano. Em 2017 o governador Pedro Taques (PSDB) tentou um acordo com o consórcio responsável pelo projeto – composto pelas empresas CR Almeida, CAF, Santa Barbara e Magna -, e pretendia pagar R$ 922 milhões para retomada das obras.

O caso vinha sendo discutido entre os Poderes Executivo, Judiciário e o Ministério Público (Estadual e Federal), porém, após a operação “Descarrilho” – deflagrada pela Polícia Federal em agosto de 2017 e que desnudou diversos esquemas de corrupção no processo licitatório e implementação da obra -, a iniciativa para retomada das obras “voltou” para a geladeira.

Um dos fatores apontados como “fonte” da corrupção pela operação “Descarrilho” – que entre outras fraudes revelaram um superfaturamento superior a R$ 120 milhões na compra dos vagões do sistema de transporte -, tem origem no regime diferenciado de contratação (RDC), que é um modelo de contrato mais “flexível” se comparando com os editais elaborados pela Lei Geral de Licitações (nº 8.666/1993).

Já o BRT possuia o aval de técnicos e especialistas como a solução que melhor atenderia a demanda por transporte público não só durante a Copa do Mundo, mas também entre os usuários da região Metropolitana de Cuiabá. Entretanto, embora tivesse custo três vezes menor (R$ 489 milhões), com metade do tempo de implantação que levaria o VLT, e com recursos garantidos pela Caixa Econômica Federal para bancar mais de 90% do projeto, mesmo assim, caciques da política de Mato Grosso escolheram o VLT.

A decisão pela escolha do VLT pode ser colocada na conta do ex-governador Silval Barbosa, do ex-Presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL-MT), José Riva, do ex-Secretário da Agência de Execução de Projetos da Copa de 2014 (Agecopa), Eder de Moraes, do então deputado estadual e atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Guilherme Maluf, e outros. 

 

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Comentários (17)

  • Paulo | Terça-Feira, 16 de Abril de 2019, 10h01
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    FAZ A VAGABUNDO DO RIVA PAGAR DE DENTRO DA CADEIA.

  • sediclaur | Terça-Feira, 16 de Abril de 2019, 09h39
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    E os trens do VLT vão fazer parte do museu? Isso tudo é uma vergonha! Principal culpado disso tudo é o Blairo Maggi.

  • Pedro | Terça-Feira, 16 de Abril de 2019, 08h57
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    Quem manda em MT é a Máfia do transporte coletivo. Chupa essa contribuinte.O bolso dos politicos agradecem.

  • Marcos Kléber | Terça-Feira, 16 de Abril de 2019, 08h48
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    Quem muito fala aqui não tem noção alguma de quanto o Estado estará gastando anualmente com o VLT, sendo que só beneficiará Cuiabá e Várzea Grande, deixando os outros 139 municípios de lado com o valor investido. Meu povo olhem a situação do VLT do Rio de Janeiro, o valor que não é gasto anualmente, o governo ainda se compromete em colocar um mínimo de passeiros nos VLT's, caso isso não ocorra o valor só aumenta, Curitiba é o exemplo de transporte urbano no Brasil, e o que eles utilizam? BRT!!! Não defendo o Senhor Mauro Mendes, até mesmo não teve meu voto, mas precisamos que seja tomada atitudes desse modo em relação ao VLT.

  • Lima | Terça-Feira, 16 de Abril de 2019, 08h33
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    Parabéns Governador mauro Mendes, enfim, uma decisão sensata. O BRT sempre foi a alternativa correta para atender Cuiabá e isso até os mais leigos sabem, os que defendem outros interesses não. Não fosse o "olho gordo" e o afã de se apoderar do dinheiro público, o BRT já teria saído e estaria operando. Pra azar de Cuiabá, essa "tchurma" da copa, que mandava e desmandava em MT, estava no momento que o estado mais recebeu dinheiro e aprovação para gastar via RDC. Pobre população cuiabana, que acreditou um dia que a sua cidade seria beneficiada com diversas obras de qualidade e o que sobrou é o que temos hoje, várias imperfeitas e outras tantas por acabar... é realmente uma pena e o que mais dói é ver o séquito de defensores desses traíras de Mato Grosso.

  • Fernando Laurindo | Terça-Feira, 16 de Abril de 2019, 08h16
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    Mais uma mentira de campanha. Povo dos ônibus mandando muito no governo . rsrsrsrsrsrsrsr toma cambada de besta .

  • P R | Terça-Feira, 16 de Abril de 2019, 08h02
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    Aí têêêêmmmmm!!!!!! Onde o sua Excª vai enfiar 1. bi de preju , vagões trilhossss....Para um Estado quebrado !!!! so pode estar .... ou é tão fanfarrão e bravateiro quanto o taquis

  • vicente | Terça-Feira, 16 de Abril de 2019, 07h35
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    BRT, tá louco governador e o bilhão gasto vai pro ralo. Além disso, BRT gira uma poluição visual e ambiental. Se liga governador, vamos modernizar nossa cidade.

  • MARIA SANTA PAULA DO RAMOS | Terça-Feira, 16 de Abril de 2019, 07h30
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    Governador : troca também o professor que o senhor DEMITIU dia 19/03/2019 e ainda está lá na Escola do CPA ! ESTAMOS perto de saber quem está protegendo esse IPC! Como ficam os colegas IPC que pediram exoneração podem voltar também para o cargo de professor? Tem muita gente esperando essa vaga que está ocupada IRREGULARMENTE! SINPOL TEM QUE ATUAR !

  • Matogrossense | Terça-Feira, 16 de Abril de 2019, 02h31
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    Parabéns governador! Ate que enfim. VLT seria irresponsabilidade total de Vsa Excelência de insistisse neste absurdo de colocar em funcionamento algo que há nasceu morto de tanta corrupção.

  • Lucas Mecanico | Terça-Feira, 16 de Abril de 2019, 02h03
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    Não gosto desse apresentador da gazeta. Ele fala como se fosse dono da razão, além de ser sarcástico em assuntos que são sérios. Uma pena

  • caveira | Segunda-Feira, 15 de Abril de 2019, 23h05
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    o Estado não tem, mas como governador deveria cobrar da justiça que se retire esses valores dos bens de todos que roubaram nessas obras, Riva, Silval, Eder Moraes, e de todos políticos e empreiteiras envolvidas inclusive a Engeglobal sua parceira, com toda certeza essa obra seria entregue sem o estado e nem a união ter que colocar mais recursos, sabe o que isso significa? vontade política, creio que o governador não tem nenhuma, já caiu nos braços dos corruptos e dos lobistas do BRT, vergonhoso, não merece credibilidade e nem respeito do povo Cuiabano, espero que o eleitor não se esqueça disso, e aprendam a lição NÃOOOOO REELEJA POLITICOS CANALHAS E SEM COMPROMISSO COM O POVO CUIABANO.

  • João da Costa | Segunda-Feira, 15 de Abril de 2019, 20h21
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    Quer dizer, cai continuar aumentantado a carga orçamentária pra cima dos cidadões e com certeza com as bencões do poder judiciário e legislativo, sufocar ainda mais os servidores efetivos como está fazendo com a miséria da RGA.

  • Fulano | Segunda-Feira, 15 de Abril de 2019, 20h02
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    Eu já sabia. Desde quando ele se aliou a Jaime Campos.

  • fabio | Segunda-Feira, 15 de Abril de 2019, 19h43
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    mentira

  • José | Segunda-Feira, 15 de Abril de 2019, 19h19
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    Tem que chamar o José Riva eo sival Barbosa para ajudar na compra dos ônibus do BRT

  • Contribuinte | Segunda-Feira, 15 de Abril de 2019, 19h00
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    ou seja mais um falastrão que não merece o respeito do povo, para esse tralhas o usuário deveria andar a pé, o que percebemos na verdade é que o loby da máfia dos combustíveis e pneus já fizeram a cabeça dele, não importa transporte eficiente e de qualidade porque não são eles que vão usar, mas o mais culpado nessa história o o BOSTA DO ELEITOR que vive reelegendo esses FDP, que vive acreditando nesses FDP, o eleitor merece é isso mesmo para aprender a votar e aprender que não se deve reeleger políticos que não tem e nunca vão ter compromisso com o povo cuiabano e mato grossense, quem paga o salário desses vermes somos nós, quem paga as mordomias desses vagabundos somos nós, quem banca as mordomias dos familiares dessas pestes somos nós, eles andam de carros pagos pelos contribuintes, combustíveis pagos por nós, segurança pagos por nós, e quando falam de transporte para o povo que o elegeu a resposta é essa aí BUSÃO para deixarem de ser trouxas, as promessas não vale nada, aliás político nenhum honra nem o saco que dirá o que falam, proxima eleição reelejam ele que o próximo passo será acabar com as escolas públicas ou no mínimo construir as escolas de latas dele para alugar para o governo e prefeituras e lucrarem com a desgraça do povo, e ai eleitores de M.M estão satisfeito ?

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