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Política

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Quarta-Feira, 23 de Julho de 2014, 16h:43 | Atualizado:

POLÍTICA DE SEGURANÇA

Riva aumentará efetivo da PM em 50%

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O candidato a governador José Riva (PSD) pretende aumentar o efetivo da Polícia Militar (PM), levar a policia para as escolas e melhorar as condições de trabalho para os profissionais da segurança pública. Também afirmou que em sua gestão, resolverá o problema da área de fronteira de Mato Grosso.  

Em entrevista ao programa Chamada Geral, na TV Pantanal, na tarde desta quarta-feira (23), o candidato apresentou as suas propostas para a segurança pública e afirmou que a área será prioridade em sua administração, se eleito governador de Mato Grosso. “Vamos aumentar em 50%, o efetivo das Policias Civil e Militar, colocar em prática uma lei de minha autoria sancionada em 1996, que estabelece a presença da polícia na escola, melhorar as condições de trabalho dos profissionais, instituir a carreira única para valorizar os servidores e combater o problema de entrada de drogas que temos na nossa extensa área de fronteira”, pontuou ao apresentador Lino Rossi.

Riva também pretende contar com a atuação dos aposentados que desejam ser reintegrados à corporação. “O aposentado pode desempenhar o papel administrativo, e aqueles que hoje estão exercendo essa função, podem ir para as ruas, ou escolas, para desenvolver o trabalho junto à comunidade. Seria excelente se tivéssemos dois policias nas escolas, desenvolvendo o trabalho junto à instituição de ensino e a sociedade”, argumentou.

De acordo com Riva, o investimento deve acontecer também para os profissionais da segurança pública. “Vou acompanhar pari-passo, pois entendo que as condições de trabalho precisam melhorar, inclusive com a equiparação salarial na segurança pública, os profissionais e seus familiares precisam ter assistência médica. O policial civil e militar sai da sua casa para prestar serviço à sociedade, e precisa ter tranquilidade, saber que a sua família está amparada. A nossa policia é uma das melhores do Brasil em material humano, faltam condições de trabalho”, argumentou.

Sobre a área de fronteira, Riva justificou que é a principal causa da marginalidade, onde as drogas entram nesses 700 km de extensão, e o Estado precisa resolver essa situação. “A política preventiva é importante, então vamos aumentar em quatro vezes, o efetivo na área de fronteira, ter especialistas nas pastas, investir em tecnologia para nos ajudar nesse combate. A União não cumpre com o seu papel nesse sentido e vamos chamar para o Governo do Estado, essa responsabilidade”, garantiu.

Riva justificou que quando se fala em drogas, não há como não lembrar as áreas de fronteira, onde os entorpecentes entram no Estado. “É responsabilidade do Governo Federal, mas se não cumprem, precisamos tomar a frente e resolver esse problema. O Estado já cumpre com tantos papéis que não são dele, então temos que guardar bem a área de fronteira, pois recaem sobre Mato Grosso, todas as mazelas da droga em função do aumento da criminalidade. O maior problema mundial é a droga, não tem como combater se não for com policiamento ostensivo”, disse o candidato.

O investimento em centros de recuperação para dependentes químicos e convênios com igrejas também será feito por Riva. “Não entendo como não é promovido investimento em combate as drogas, que corroem a sociedade. Precisamos ter centro de recuperação para a inserção social, apoiar as igrejas que fazem um grande trabalho nesse sentido.

Quanto ao efetivo, o candidato quer melhorar o aparelhamento das polícias Militar e Civil, com o aumento de 50% dos profissionais. Para isso, Riva lembra que é preciso diminuir os custos na atividade meio, para o investimento nas áreas essenciais como segurança, saúde e educação.

Riva lembrou que apresentou na Assembleia Legislativa nesse ano, Projeto de Emenda à Constituição (PEC) que prevê eleição direta para a escolha do comandante-geral da Polícia Militar (PM) e do Corpo de Bombeiros Militar (CBM), com definição do governador a partir de lista tríplice. “É uma forma de fortalecer as instituições, onde a tropa escolhe o comandante-geral, aumentando o compromisso com a categoria e legitimidade frente aos profissionais”.  

Para a carreira, Riva voltou a afirmar que vai instituir a carreira única para os servidores, com o alinhamento salarial isonômico. Também lembrou que a Assembleia Legislativa foi importante para o aumento no salarial conseguido pelas policias, através de diálogo constante com o Governo do Estado. “Temos que pensar que não é importante apenas a condição salarial, mas precisamos de condições de trabalho que hoje são precárias, investir em tecnologia, sistema de inteligência que hoje é defasado, em que pese os avanços. Precisamos reestruturar a polícia”.

 

 

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Comentários (1)

  • Edson | Quinta-Feira, 24 de Julho de 2014, 07h50
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    Discordo em aumentar o efetivo e sim colocar nas ruas o efetivo que aí está, hoje temos mais policiais na: Sema, Tribunal de Justiça, Assembléia Legislativa, Casa Civil, Casa militar, Seduc, Secretaria de Saúde, MP, Tribunal de Contas, SAD, etc, do que nos batalhões, todos com desvio de função somente para satisfazer o ego da classe politica que trocam votos por cargos. Coloca a policia na rua, essa é a solução, cada servidor deveria estar na sua pasta exercendo o papel e prestando o serviço ao qual foi habilitado através de concurso público. PM é para cuidar e defender a sociedade e não para serem administrativos ou puxa-sacos de politicos, guardas de prédio, etc.

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