27 de Maio de 2020,

Política

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Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h:00 | Atualizado:

INCENTIVOS DA CARAMURU

Wilson crê que propina chegou a R$ 5 mi e favoreceu Silval e Bezerra

Candidato do PSDB acredita que percentual da propina chegou a 10% do valor que deixou de ser pago pela empresa a MT


Da Redação

O candidato a prefeito de Cuiabá, Wilson Santos (PSDB), acredita que a empresa Caramuru Alimentos S/A pagou propina de até R$ 5 milhões para usufruir de incentivo fiscal em Mato Grosso. O montante corresponderia a 10% do valor que deixou de ser pago pela empresa aos cofres públicos, que seria de R$ 50 milhões.

Em coletiva a imprensa na manhã desta quinta-feira (27) na sede do PSDB, o candidato Wilson Santos apresentou 10 notas fiscais que somam R$ 3,680 milhões favorecendo empresas de familiares do adversário Emanuel Pinheiro  e outras próximas ao PMDB.

Diante disso, o tucano acredita que o dinheiro da propina tenha favorecido outros políticos. “O ex-governador Silval Barbosa é um criminoso. Tudo indica que parte deste dinheiro favoreceu Silval Barbosa e o deputado federal Carlos Bezerra”, disse.

De acordo com Wilson Santos, a Caramuru Alimentos pediu a exclusão do Prodeic (Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial) após ser deflagrada a Operação Sodoma da Polícia Civil em setembro de 2015 que culminou na prisão preventiva do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) e dos ex-secretários de Estado Pedro Nadaf e Marcel de Cursi pela suspeita de recebimento de propina para conceder incentivos fiscais a empresas privadas.

“É inexplicável que uma empresa consiga incentivos fiscais no prazo de 8 dias enquanto um processo normal dura de 120 a 180 dias. Isso revela que houve tráfico de influência e esse incentivo fiscal foi concedido pela Secretaria de Indústria e Comércio a mando do ex-governador Silval Barbosa para atender a um pedido de um deputado importante de sua base aliada que era Emanuel Pinheiro”, disse.

Para reforçar sua tese, Wilson Santos diz que o incentivo fiscal a Caramuru Alimentos foi concedido pelo ex-secretário de Indústria, Comércio e Mineração, Allan Zanata,  em caráter “ad referendum”, dispensando critérios técnicos. 

“O Allan Zanata já deveria estar preso porque agiu rigorosamente da mesma maneira que o ex-secretário Pedro Nadaf”, comentou.

Diante dos novos documentos que surgiram, Wilson Santos se comprometeu em entregá-los a Delegacia Fazendária (Defaz) e o Naco (Núcleo de Ação de Competência Originária), órgão do Ministério Público Estadual (MPE) que investiga autoridades com foro por prerrogativa de função na esfera criminal como deputados estaduais.

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