19 de Outubro de 2019,

Economia

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Quarta-Feira, 09 de Outubro de 2019, 15h:55 | Atualizado:

OPERAÇÃO FAKE PAPER

Apontado como líder de esquema, advogado acusa PC de “showzinho”; lista dos presos

Anilton Gomes Rodrigues garante que não sonegou impostos ao Estado


Da Redação

Rog�rio Florentino - Olhar Direto

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O advogado preso nesta quarta-feira (9), durante a deflagração da operação Fake Paper, Anilton Gomes Rodrigues, declarou que a Polícia Judiciária Civil (PJC) protagonizou um “showzinho” e que a operação que o prendeu é “fantasiosa”.

A declaração foi dada a jornalistas que aguardavam o advogado na Delegacia Fazendária, em Cuiabá, durante as diligências da operação Fake Paper. Ele é acusado de fazer parte do um esquema que consistia na abertura de empresas de fachada que forneciam notas fiscais frias que possibilitaram a sonegação de impostos por parte de produtores rurais de Mato Grosso. A fraude teria causado prejuízos aos cofres públicos de R$ 337,3 milhões.   

“O que eu posso dizer é que uma operação fantasiosa. Um showzinho. Não tem sonegação fiscal nenhuma. Não existe empresa fantasma. Eles estão acusando produtores rurais de ter sonegado tributos inclusive de produtos que nem tributados são. Estou sendo preso porque estou defendendo produtores rurais e contribuintes contra o arbítrio das Sefaz e dos auditores fiscais”, defendeu-se.

De acordo com informações da PJC, uma organização criminosa seria a responsável pela falsificação de documento público, falsificação de selo ou sinal público e uso de documento falso. Eles promoveram a abertura de empresas de fachada, visando disponibilizar notas fiscais frias para utilização de produtores rurais e empresas nos crimes de sonegação fiscal. Além disso, o esquema possibilitou a prática de crimes não tributários, como a fraude a licitação, ou mesmo 'esquentar' mercadorias furtadas ou roubadas.

O delegado Sylvio do Vale Ferreira Junior, que preside as investigações, ressalta a emissão de notas fiscais frias interfere negativamente na base de dados da Sefaz-MT.

‘Distorcendo as informações sobre produção econômica do estado e, consequentemente, na composição de índices do Fundo de Participação dos Municípios, e no cálculo do Fundo de Participação dos Estados, causando efeitos devastadores ao estado”, diz trecho do inquérito.

Um levantamento a Secretaria de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz-MT) constatou que, juntas, as empresas Rio Rancho Produtos do Agronegócio Ltda. e Mato Grosso Comércio e Serviços e a B. Da S.. Guimarães Eireli emitiram R$ 337.337.930,11 milhões em notas frias, gerando um prejuízo alarmante ao Estado.

O delegado titular da Defaz, Anderson da Cruz e Veiga, ressalta que “a operação busca apreender documentos, dispositivos móveis e computadores que possam robustecer ainda mais a investigação e integra mais uma ação da Defaz em conjunto com a Secretaria de Estado de Fazenda, no combate aos crimes contra a ordem tributária”..

A PJC cumpriu 9 mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão nos municípios – Cuiabá, Juína, Tangará da Serra, Sorriso, Campo Novo do Parecis,  Barra do Burgues e Canarana.

OUTROS PRESOS

Além de Anilton, foram presos na operação Paulo Cézar Dias de Oliveira, Bruno da Silva Guimarães, Welton Borges Gonçalves, Marcelo Weber Gromann, Edno Rocha Machado de Menezes, Julci Birck, Jean Carlos Matos de Souza e André Alex Arrias de Souza.

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Comentários (1)

  • Paula goetz | Quarta-Feira, 09 de Outubro de 2019, 16h06
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    1

    Ué...mas nao é essa casta brasileira que impõe a afirmacao que se ela nao produz ninguem come? É quase tudo sonegado?!

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