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Política

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Quinta-Feira, 14 de Agosto de 2014, 19h:22 | Atualizado:

OPERAÇÃO ARARATH

MPF aponta crimes habituais em MT e tem 11 inquéritos sigilosos

Hoje, cerca de 200 são investigados nos desdobramentos das operações


Da Editoria

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 Procurador Ronaldo Queiroz: "crimes habituais e continuados existem em MT"

A força- tarefa criada pelo Ministério Público Federal espera concluir até o final do mês de setembro todas investigações relacionadas a "Operação Ararath", que detecou um esquema de lavagem de dinheiro público através de empresas de factoring. Hoje, os procuradores federais conduzem 11 inquéritos em caráter sigiloso com cerca de 200 pessoas investigadas nas mais variadas esferas dos poderes Executivo, Legislativo, Judiciário, Ministério Público e Tribunal de Contas.

Em entrevista há pouco a TV Centro América, afiliada da Rede Globo, o procurador do Rio Grande do Norte que atua expecionalmente em Mato Grosso, Ronaldo Queiroz, detalhou que somente na primeira denúncia feita a Justiça Federal foram detectados 70 crimes. Nesta denúncia que está em momento de colhimento de depoimentos, são réus o ex-secretário de Fazenda, Éder Moraes; a esposa dele Laura Tereza da Costa Dias; o ex-secretário adjunto do Tesouro, Vivaldo Lopes; e o ex-superintendente do Bic Banco, Luiz Carlos Cuzziol.

"Em Mato Grosso, tem crimes que são praticados de forma continuada e também habituais", explicou o procurador. Além dele, compõem a força-tarefa os procuradores Gustavo Peçanha Veloso, Rodrigo Leite Prado, Vanessa Zago e Denise Müller.

Ronaldo Queiroz evitou dar detalhes sobre o andamento das investigações. Nesta quinta-feira, o ex-homem forte do senador Blairo Maggi (PR) e governador Silval Barbosa (PMDB) prestou depoimento ao juiz federal Jeferson Scheneider após ficar 81 dias preso na Papuda, em Brasília, e centro de custódia provisória de Cuiabá.

Orientado por advogados, Eder Moraes não emitiu nenhuma declaração a imprensa sobre o conteúdo das suas declarações ao magistrado. Amanhã, a esposa dele será interrogada por Jeferson Schneider.

O depoimento de Luiz Carlos Cuzziol deve ser realizado no dia 27 após uma outra testemunha de defesa dele ser ouvida por videoconferência realizada numa cidade do interior de São Paulo. Já Vivaldo Lopes só será ouvido no processo após a conclusão de uma perícia contábil determinada pela Polícia Federal nos balanços da empresa Brisa Consultoria, que recebeu um depósitos suspeitos no montante de R$ 520 mil por parte das empresas de Gércio Marcelino Mendonça Júnior, o "Júnior Mendonça", delator premiado do esquema.

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Comentários (3)

  • Celso | Sexta-Feira, 15 de Agosto de 2014, 09h46
    1
    0

    A sociedade clama que todos envolvidos sejam presos, pois e o dever da justiça acabar com estas falcatruas habituais aqui em nosso estado e derrubar esses tubarões do poder.

  • indignado | Quinta-Feira, 14 de Agosto de 2014, 21h25
    1
    1

    Prezado procurador. Faca seu trabalho dignamente e faça de tudo pra colocar essa cambada toda na cadeiiiiiaaaaaa devilver tudo o que roubaram da sociedde . Ns num sguentamos mais essa quadrilha . Rogo pelo seu trabaho

  • indignado | Quinta-Feira, 14 de Agosto de 2014, 21h24
    6
    0

    Prezado procurador. Faca seu trabalho dignamente e faça de tudo pra colocar essa cambada toda na cadeiiiiiaaaaaa devilver tudo o que roubaram da sociedde . Ns num sguentamos mais essa quadrilha . Rogo pelo seu trabaho

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